Como você mede seu sucesso, qualidade de vida e felicidade? ( ) Pela quantidade de coisas boas que fiz por outros e por minha contribuição à sociedade. ( ) Pelo saldo na conta corrente. ( ) Pela quantidade de diplomas na parede, livros na estante ou carimbos no passaporte. ( ) Pelo número no mostrador da balança. ( ) Pela quantidade de árvores que salvei, água que economizei e lixo que reciclei. ( ) Pelo número de horas de lazer e entretenimento que desfrutei com família e amigos.
Por mais importantes que sejam alguns desses indicadores, o Natal nos convida a pensar em outras medidas: a largura, comprimento, altura e profundidade do amor de Cristo que excede todo conhecimento (Efésios 3.18). Jesus veio ao mundo para nos dar uma vida nova, a ser dimensionada de acordo com novos parâmetros. Veio nos oferecer um amor que preenche generosamente os vazios, nos liberta da tirania dos resultados e abre nossos olhos para as implicações eternas de tudo que fazemos.
Que seu Natal seja verdadeiramente feliz e que cada dia de 2010 lhe proporcione um pouco mais de compreensão do amor imensurável de Cristo!
Quando se fala em tradução, valores e crenças, é comum ouvir perguntas como: “O profissional cristão pode traduzir um texto ... (budista, espírita, erótico, violento, etc.)?”. Se “pode” tem o sentido de “é capaz”, a resposta depende da competência do profissional. Um bom tradutor de textos literários, por exemplo, deve ser capaz de traduzir com precisão e fluência cenas de violência extrema descritas em uma obra de ficção. Se, contudo, “pode” tem o sentido de “é legítimo”, a resposta se torna mais complexa, pois depende da consciência do profissional. Um profissional que coloca seus valores pessoais acima do preço por lauda, com certeza vai pensar duas vezes antes de traduzir um texto contrário às suas crenças, sejam elas de ordem religiosa, política, moral ou de qualquer outro tipo. Um tradutor pacifista, por exemplo, irá, no mínimo, hesitar em traduzir um texto que promova o uso de armas, não obstante quanto lhe ofereçam pelo serviço.
Trago o assunto à baila não apenas por exercício teórico. Tenho refletido sobre isso com respeito ao meu trabalho nos últimos dias. Não fui contatada por uma editora de contos eróticos, nem tampouco por um periódico da Cientologia. Creio que teria sido mais fácil lidar com propostas desse tipo.
No caso em questão, a editora cristã X para a qual trabalho há vários anos enviou obra Y de autor Z.
Pontos a considerar:
a) Autor Z é o best-seller da casa, de modo que, como tradutora, sinto-me honrada por receber o trabalho.
b) Não tenho problemas com a linha geral da editora X, respeito e admiro muitos de seus profissionais e aprecio a cultura de trabalho do departamento editorial.
c) Em termos de ideologia/teologia, obra Y não é diferente de obras anteriores do autor Z.
d) Obra Y trata de questões importantes e apresenta alguns pontos positivos. Incentiva, porém, práticas que, a meu ver, se baseiam em distorções teológicas que podem exercer influência negativa sobre os leitores.
e) Já traduzi diversas obras de autor Z e deparei com o mesmo dilema, mas decidi varrê-lo para debaixo do mouse pad e não pensar no assunto.
f) Minha consciência tem me incomodado mais do que em ocasiões passadas. Até quando desejo continuar participando da propagação de uma mensagem que me parece não apenas inócua, mas, em alguns pontos, nociva?
g) Em contrapartida (e aí reside o dilema), se começar a recusar trabalhos por não concordar com a linha do autor em certos pontos da obra, creio que em breve estarei sem serviço, pois é praticamente impossível concordar com 100% daquilo que se lê em qualquer área. Ademais, não quero me transformar em uma daquelas tradutoras com ares de prima donna que exigem trezentas rosas brancas e vinte caixas de chocolate Godiva no camarim para trabalhar.
h) É importante ressaltar que não se trata apenas do medo de “perder serviços”, pois creio que editora X não deixaria de mandar trabalho se eu recusasse autor Z. Os medos são mais profundos e envolvem minha suposta reputação (como os outros me verão se eu fizer isto ou aquilo) e senso de compromisso e responsabilidade em relação aos profissionais da editora em questão.
Não escrevo para dizer que encontrei a solução para o dilema, mas para ventilar as possibilidades que consigo vislumbrar no momento:
a) Posso colocar a questão dentro da gaveta outra vez e aguardar seu reaparecimento quando a editora X solicitar outra tradução de autor Z.
b) Posso conversar com editora X e dizer que, no futuro, prefiro não traduzir textos de autor Z.
c) Posso continuar a orar e pedir sabedoria e discernimento. Em minha opinião, esta alternativa não é igual à alternativa (a), pois implica possibilidades que talvez eu não esteja enxergando no momento.
Na verdade, o dilema envolvendo a sopa de letrinhas acima é apenas um reflexo de outros questionamentos em relação ao modo como devo me posicionar em relação às realidades ao nosso redor. Graças a Deus, nenhum desses questionamentos é novidade e sei que, ao levantá-los, ando na companhia de santos de todas as eras. Ainda assim, cada um de nós precisa lidar com eles em situações de diferentes magnitudes e com diferentes implicações.
Tenho meditado sobre o primeiro capítulo de Daniel, onde o jovem cativo aceita aprender a cultura e ciência dos caldeus (provavelmente contrária às suas crenças em diversos aspectos), mas recusa seguir sua dieta. Como descendente de menonitas que viviam em colônias isoladas do restante da sociedade pecadora, também me pareceu bastante oportuno um artigo publicado recentemente no site da Christianity Today, que mostra duas maneiras de interagirmos com aquilo que entra em conflito com nossas crenças (quer no “mundo secular” ou no “mundo cristão”).
Descanso na promessa viva e real de Tiago 1:5: “Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida”. A solução mais prática, como sempre, é voltar Àquele que sabe todas as coisas, inclusive os efeitos reais (positivos ou negativos) dos textos que escolho traduzir e seu lugar nos propósitos mais amplos da história da redenção, uma história na qual todos nós temos um papel.
Para quem trabalha em contato direto com textos o dia todo, a leitura tem funções claras: apreender a ideia mais ampla; entender o significado da unidade conceitual básica, quer seja o parágrafo, a frase ou a palavra; pensar a ideia da língua original na língua alvo; reestruturá-la na língua alvo; reler e verificar a compreensibilidade; buscar e corrigir erros de vários tipos e por aí afora.
Como parte fundamental de nosso ofício, a leitura é pragmática e, muitas vezes, feita sob a pressão do tempo, do desempenho e das cobranças pessoais e alheias, quer por necessidade ou contingência. Distanciamo-nos do texto e o observamos com olhar crítico para encontrar e eliminar suas fraquezas. É desse processo que nascem as obras claras, precisas, prazerosas de ler.
Quando lemos nos momentos de lazer, nos posicionamos diante do texto com menos pressões e, talvez, mais expectativas. Queremos que ele nos informe, entretenha, descanse, emocione, transporte para outros universos, conduza à reflexão e formação de novos conceitos. Ainda assim, muitas vezes, é inevitável detectar erros, pensar em como teríamos feito diferente, sentir uma medida de frustração pelo modo como o autor se expressou ou pelas escolhas do tradutor.
Tamanho é o poder da palavra escrita que Deus escolheu se revelar por meio dela. Qual deve ser, então, nossa abordagem diante da revelação divina em forma de texto? Deve assemelhar-se à postura que assumimos como profissionais ou como leitores e interessados? As respostas dependem do objetivo. Podemos ler a Bíblia por vários motivos, inclusive para encontrar erros, incoerências e pontos fracos, como fazem muitos. Podemos vê-la como livro de estudos, manual de instruções, relato histórico, literatura antiga, etc. Quem trabalha nos meios editoriais cristãos, muitas vezes tem contato diário com as Escrituras como texto-base para comentários bíblicos, livros de teologia e afins.
Para captar sua essência revelacional, porém, não podemos ser apenas pragmáticos ou curiosos, analíticos ou interessados.
Por ser a revelação do Ser divino, o texto bíblico exige aquilo que nenhum outro texto tem o direito de exigir: reverência, humildade, sujeição, obediência (termos que nem sempre agradam muito nossa mente pós-moderna). Em contrapartida, proporciona aquilo que nem as maiores obras-primas da literatura podem proporcionar, a saber, conhecimento verdadeiro e relacionamento com o Deus que criou e controla todas as coisas, com o Deus que oferece a eternidade ao lado dele para ampliar esse conhecimento e desenvolver esse relacionamento.
Diante disso tudo, há momentos em que precisamos colocar de lado todas as formas de leitura às quais estamos habituados e adotar um modo diferente de ler: a lectio divina.
Apesar de ser associada hoje em dia à vida monástica ou aos que adotam um estilo mais contemplativo a arte de “orar as Escrituras” era prática comum de quase todos os cristãos da antiguidade. É o que diz Luke Dysinger em sua descrição dos passos dessa forma de leitura: Accepting the Embrace of God: The Ancient Art of Lectio Divina. O texto (em inglês) é relativamente curto e apresenta com clareza quatro movimentos da leitura espiritual, que é como Eugene Peterson chama o exercício em seu livro Maravilhosa Bíblia (trad. Neyd Siqueira; Mundo Cristão, 2008).
Os movimentos são:
Lectio – Ouvir / ler o texto bíblico profundamente com todo nosso ser. Assumir uma postura de reverência e atenção em busca da palavra que Deus quer destacar para nós naquele momento.
Meditatio – Ao encontrar a palavra ou expressão que mais nos chama a atenção, devemos fazer uma pausa para “ruminar” a seu respeito, guardá-la e meditar no coração (Lucas 2.19). Por meio da meditação, permitimos que a palavra de Deus nos toque nos níveis mais profundos.
Oratio – O terceiro passo é o diálogo com Deus no qual não apenas dizemos a ele o que entendemos e como sua palavra nos tocou, mas também nos aquietamos para continuar a ouvi-lo falar. Consagramo-nos a ele e pedimos que nos ajude a aplicar a palavra.
Contemplatio – Por fim, simplesmente descansamos na presença Daquele nos convidou para esse relacionamento por meio de Cristo e, deixando todas as palavras para trás, nos aquietamos e desfrutamos sua presença.
A consequência dos quatro passos acima é Actio – a palavra se reflitirá em nossas ações e atitudes e trará mudanças reais e visíveis em todos os âmbitos, inclusive o profissional.
Converse com Deus sobre a forma como você lê a palavra de revelação. Ele criou a linguagem e a capacidade humana de compreendê-la. Ele nos convida a um relacionamento profundo por meio da comunicação escrita, mas, como sempre, também nos chama para algo que vai muito além. Da próxima vez que você fizer uma pausa para ler o texto mais importante de todos, não o faça apenas como editor, tradutor, revisor ou leitor interessado. Aproxime-se da palavra como filho que volta ao Pai, como criatura que adora ao Criador, como remido que deseja conhecer Aquele com quem os salvos vão passar a eternidade.
Mãos que digitam com rapidez, que clicam centenas de vezes por dia, que seguram a caneta vermelha. Mãos que trabalham para consturir pontes de papel e tinta e unir culturas. Mãos doloridas e cansadas no final da semana. Mãos que precisam aprender a descansar. Mãos cujas forças são renovadas a cada manhã. Mãos que procuram outras mãos para traduzir em gestos o amor, a amizade, o apoio, o perdão. Mãos formadas por Mãos Divinas muito maiores e mais fortes. Mãos que podem esperar serenas o dia em que serão aperfeiçoadas para sempre.
Sugiro para reflexão e, com a ajuda de Deus, aplicação, alguns trechos de mais um excelente livro de Dallas Willard: A conspiração divina(trad. Eduardo Pereira e Ferreira; Ed. Mundo Cristão, 2001).
Capítulo 8 – De como ser discípulo, ou aluno, de Jesus
A glória do meu trabalho
[...] Pense no seu trabalho, aquilo que você faz para viver. Essa é uma das maneiras mais claras de se concentrar na sua condição de discípulo de Jesus. Ser discípulo de Jesus é, essencialmente, aprender com Jesus a fazer o seu trabalho como o próprio Jesus o faria. O Novo Testamento exprime essa ideia propondo que tudo façamos “em nome de” Jesus.
Quando você pára para pensar nisso, percebe que não encarar o trabalho como local primordial de exercício do discipulado é excluir automaticamente a parte principal, se não a maior, das horas ativas da vida com Jesus. É aceitar controlar sozinho um dos seus interesses mais fortes na vida [...]
Mas como é exatamente que se faz do trabalho um aspecto essencial da condição de discípulo de Jesus? Obviamente não se tornando um cristão “chato”, o rigoroso defensor de toda decência e crítico acerbo da conduta de outros. [...]
A mansa mas firme não-cooperação com coisas que todos sabem ser erradas, aliada a um serviço sensível, não impertinente, não intrometido, não subserviente aos outros, deve ser o nosso modo habitual e declarado de agir. Isso se deve combinar com uma constante vida íntima de oração por todo tipo de atividade que o nosso trabalho exige, além de um amor genuíno por todas as pessoas envolvidas.
Assim, pontos específicos dos ensinamentos e do exemplo de Jesus – como a não-retaliação, a recusa de pressionar por vantagens financeiras [...] entrarão em ação de acordo com as circunstâncias. [...]
[...] o interesse central de Deus é o trabalho específico das pessoas [...] Ele quer o trabalho bem feito. É trabalho que precisa ser feito, e deve ser feito como o próprio Jesus o faria. Nada substitui isso. Na minha opinião, pelo menos, enquanto a pessoa está trabalhando, todas as atividades exclusivamente religiosas devem assumir um posto secundário em relação à obrigação de fazer “o serviço” com suor, inteligência e o poder de Deus. Essa é a nossa devoção a Deus. (Estou supondo, claro, que esse trabalho promove os bons propósitos humanos.) [...]
Como aprendizes de Jesus, relacionamo-nos pessoalmente com ele ao fazer o nosso trabalho, e ele está conosco, como prometeu, para nos ensinar a fazer o melhor.
[...] se você não gosta do seu trabalho, ou até o odeia, condição epidêmica na nossa sociedade, a maneira mais rápida de se livrar dele, ou de nele encontrar alegria, é fazê-lo como Jesus o faria. Isso é o próprio âmago do discipulado, e não podemos ser aprendizes competentes de Jesus sem integrar o nosso trabalho ao Reino no Meio de nós.
Tempos atrás, uma leitora (Rossana, autora do blog de ótimo conteúdo Professora de Escola Dominical) comentou sobre um erro de tradução (cf. na postagem Feliz Páscoa!):
“O tradutor não entendeu um paralelo que o autor quis fazer com a linguagem das escrituras e traduziu assim: ‘O medo do autor está no começo do conhecimento literário’, quando o autor disse: ‘O temor do autor é o princípio do conhecimento literário’.
O caso que ela apontou pode, de fato, indicar uma deficiência de conhecimento da temática do texto traduzido. Há, também, a famosa “falta de cultura geral” que, tendo em vista o amplo acesso a informações nos dias de hoje, pode ser chamada de “falta de incitativa de pesquisar”.
Outras vezes, a carência é de familiaridade com o tipo de texto e a linguagem usada. Um tradutor acostumado a trabalhar com textos voltados para leitores adultos, por exemplo, terá de redobrar a atenção e os esforços ao se propor a traduzir textos para um público leitor mais jovem (minha situação no momento).
Além das questões mencionadas acima e da causa mais óbvia de erros, a saber, a falta de conhecimento da língua de origem e/ou língua-alvo da tradução, outros elementos podem levar o tradutor a cometer equívocos de vários tipos. Alguns exemplos:
pressa (trabalhar com prazos curtos demais);
fazer várias coisas ao mesmo tempo (traduzir e navegar, traduzir e cuidar de um cônjuge, dois filhos, três bolos assando no forno e quatro gatos correndo pela casa);
distrações do ambiente (ruídos externos, televisão/música, os mesmos quatro gatos correndo pela casa);
cansaço físico, mental, emocional (tensão muscular, ausência de atividades diversas, preocupação com outros assuntos);
saturação devido a excesso de contato com o texto (especialmente no caso de projetos longos – o famoso familiarity breeds contempt).
E, por fim, convém lembrar que, apesar de ser saudável ter um olhar crítico e procurar aprender com os deslizes de outros (em outras palavras, ser criativo na hora de cometer os próprios erros e não repetir os alheios), é preciso muito cuidado para não desenvolver uma atitude excessivamente crítica. Claro que numa reunião de tradutores, revisores e outros “ores”, é impossível não trocar exemplos de “pérolas editoriais”, mas se nosso assunto é só esse, talvez seja hora de aplicarmos à vida profissional um pouco daquilo que Jesus ensinou em Mateus 7.1-5:
“Não critiquem, e assim vocês não serão criticados! Porque como vocês tratam os outros, eles também vão tratar vocês. E por que se preocupar com um cisco no olho de um irmão, quando você tem uma tábua no seu próprio olho? [...] Fingido! Livre-se da tábua primeiro, assim você poderá enxergar para ajudar seu irmão”.
E em Mateus 5.7:
“Felizes os que são amáveis e têm misericórdia dos outros, porque a eles se mostrará misericórdia”.
Eis uma lição que preciso continuar a aprender...
Se você quiser saber mais sobre a dinâmica dos erros de tradução, confira abaixo alguns trechos de um artigo do site Erudit.org. Vale a pena ler o texto completo e usá-lo como referência para ver "a tábua em nosso olho".
Understanding Why Translators Make Mistakes
Candace Séguinot
[...]
Errors and the Individual
Limitations on Processing Capacity
The primary explanation why even competent translators make mistakes is because human cognitive processing capacity is limited. Because we can only attend to so much with our conscious processes, we automatize as much as possible to leave our minds free for more difficult tasks. That means that our attention is directed to only some
of the things we are doing at the same time.
A related constraint is the fact that there are limitations on short-term memory. The psychologist George Miller's famous article put it very nicely : « The magicical number seven, plus or minus two... ». We can organize our intake so the seven or so items in fact contain items themselves, for example storing words as opposed to single letters, but there is nonetheless a limit after which memory fades. In an observational study I reported on elsewhere (Séguinot, 1989) there is some indication that professional translators may develop strategies to deal with these limitations on memory. The translator observed in that study made different kinds of error in the first part
of sentences than towards the end of the sentences. The particular kinds of error indicate that the passage from the source text to the translation was probably through the memory of the content of the source text for the first part of the sentences, but clearly more from the surface of the source text as the translator's memory began to fade. When this happened, there were more examples of interference from
the source text, more literal translation or transcoding.
[...]
Parallel Processing and Forward Planning
The translation process is not a step-by-step linear progression. When we translate, we are actually performing a number of tasks at the same time. We monitor our output and tend to correct mechanical errors as they occur. We do not search for words one at a time, wait until the search is successful, then search for a new word. The psycholinguistic research suggests that the unconscious operations involved in producing language can simultaneously pursue different options.
Our comprehension of text is also non-linear in that we are constantly making predictions about what is ahead. We do this on the basis of educated guesses. The education comes in several forms: experiences stored in the form of scripts, scenarios, frames, schema, i.e. patterns, which include knowledge about types of texts, language
patterning, and content information about the way the world operates. There is also evidence in the video-taped observational studies that translators take less time making decisions about specific translation problems that recur as it becomes obvious that the same source language usage is being repeated with the same value. This leapfrogging
is a potential source of error when the world of the source text does not unfold as expected.
[...]
Motor Aspects of Production
The pragmatics of the working situation may affect the output. The translation is produced in some form : dictated, typed, or written in longhand. These forms of production require effort from specific muscle groups and a certain amount of attention to specific termination stages such as the end of lines or tapes or screens. The indications are that certain forms of production may be more likely to induce certain
kinds of error.
[...]
There are other obvious factors that lead to a multiplication of
errors : producing translations under severe time constraints, while performing other tasks that require undivided attention (like answering the phone), in the midst of external distractions or noise.
Conclusion
To conclude, there are errors which are associated with levels of competence, errors which arise because a translator does not understand the source language or manipulate the target language well enough, etc. But there are also errors that are a normal by-product of the translation process and errors that are normal in learning to translate.
These errors can help us understand what happens when translation goes wrong, and through our understanding of these lapses, the nature of the translation processes themselves.
Por meio de sua morte, Cristo oferece perdão. Por meio de sua ressurreição, Cristo concede vida eterna. Que essas duas verdades façam toda a diferença em nosso dia a dia.
"[Cristo] morreu uma vez pelos pecados de todos nós, pecadores culpados, embora Ele mesmo estivesse inocente de qualquer pecado em qualquer tempo, para que pudesse levar-nos em segurança de volta a Deus. [...] fomos salvos da morte e da condenação pela ressurreição de Cristo".Primeira Epístola de Pedro 3.18,21 (Bíblia Viva)
Para quem deseja ou precisa permanecer atualizado quanto às expressões mais recentes em inglês e, ocacionalmente, em outras línguas, que estão circulando na mídia, recomendo o divertido e informativo blog Schott's Vocabulary, associado ao The New York Times. Abaixo, a apresentação.
About Schott's Vocab
Schott’s Vocab is a repository of unconsidered lexicographical trifles — some serious, others frivolous, some neologized, others newly newsworthy. Each day, Schott's Vocab explores news sites around the world to find words and phrases that encapsulate the times in which we live or shed light on a story of note. If language is the archives of history, as Emerson believed, then Schott’s Vocab is an attempt to index those archives on the fly.
Ben Schott is the author of “Schott’s Original Miscellany,” its two sequels, and the yearbook “Schott’s Almanac.” He is a contributing columnist to The Times’s Op-Ed page. He lives in London.
No dia 19 de março a Academia Brasileira de Letras lançou a quinta edição do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa que incorpora as novas normas do acordo ortográfico. Segundo o informe da ABL (veja o texto completo aqui), o volume, de 887 páginas, contém 349.737 vocábulos, apresentados sob forma de lista, por ordem alfabética, incluindo-se a classificação gramatical de cada um, além dos estrangeirismos (cerca de 1500), que aparecem na parte final da obra. A impressão foi confiada pela ABL à editora Global.Para quem, como eu, ainda está confuso com hífens e afins, pode ser uma boa aquisição. Abaixo, dois artigos que tratam de algumas repercussões das novas normas.
Com a mudança ortográfica, "acreanos" são agora "acrianos". "'Acriano' soa esquisito. Somos 'acreanos' há mais de cem anos, quando decidimos que não éramos bolivianos, e sim brasileiros, e conseguimos a independência. A mudança mexe nas nossas raízes históricas e cultuais", diz a deputada federal Perpétua Almeida (PC do B-AC), que lidera o movimento." [...]A ABL diz considerar positivas as manifestações como esta do Acre porque, assim, a sociedade pode discutir questões relacionadas à língua. Segundo a assessoria da academia, "nunca houve no país uma discussão tão rica e profícua".
Um artigo da BBC Brasil fala das perdas e ganhos do mercado editorial com o novo arcordo:
Passou-se um mês desde que escrevi o último post aqui. Trinta dias lutando para encontrar equilíbrio entre trabalho dentro e fora do escritório (afinal, cultivar relacionamentos, cuidar da família, da casa e de nós mesmos também é trabalho) e ócio (palavra que ainda causa certa aversão por estas bandas, mesmo que seja o tal do “ócio criativo”). Convém lembrar que ócio não significa apenas “preguiça, indolência, moleza”, mas também “folga, repouso” e, mais interessante ainda, “trabalho mental agradável”.
Trabalho mental agradável pode representar coisas diferentes para pessoas diferentes quando levamos em consideração o que é agradável para nós. Podem ser leituras, sonhos, lembranças felizes e por aí afora. Que tipo de trabalho mental, porém, é agradável a Deus?
Renovação interior
Nos últimos meses, tenho lido, relido e conversado com algumas pessoas sobre o livro “A renovação do coração” (Dallas Willard, Ed. Mundo Cristão, tradução de Sueli Saraiva), excelente texto sobre formação espiritual. O capítulo 6 trata da transformação da mente, isto é, a formação espiritual e a vida reflexiva, e começa com a seguinte observação:
Da mesma forma como pela primeira vez desviamos os pensamentos de Deus, assim ocorrem os primeiros movimentos dos pensamentos em direção à renovação do coração. Os pensamentos são o lugar onde podemos e devemos começar a mudar. [...] A máxima liberdade que possuímos como seres humanos é o poder de selecionar aquilo que permitiremos ou exigiremos que habite em nossa mente. Nós não somos totalmente livres a esse respeito. Mas desfrutamos de grande liberdade aqui, e, embora “mortos em [...] transgressões e pecados”, ainda temos a capacidade e a responsabilidade de tentar reter Deus em nosso conhecimento — mesmo que apenas de maneira inadequada e vacilante. E as pessoas que agirem assim com certeza progredirão em direção a Deus, pois se buscarmos o Senhor de fato, com o máximo empenho, ele, que sempre sabe o que na realidade está em nosso coração, fará que o conheçamos de verdade.
O versículo na epígrafe do capítulo é: “Sempre tenho o Senhor diante de mim. Com ele à minha direita, não serei abalado” (Sl 16.8).
Será que sempre temos o Senhor diante de nós na forma de pensamentos a seu respeito? Confesso que grande parte do tempo, minha mente se encontra ocupada com coisas como prazos a cumprir, produtividade (laudas por dia), otimização de tempo, recursos e energia, tarefas domésticas a realizar, marido + amigos + gatos, atividades (e, infelizmente, ativismo) na igreja, yadda, yadda, yadda.Muitos desses pensamentos são legítimos, importantes e, ocasionalmente, até agradáveis. O problema é o lugar central que ocupam na mente e o fato de virem, na maior parte das vezes, desassociados da realidade de Deus.
Quaresma
Para quem não segue o calendário litúrgico, quaresma pode ser o tempo necessário para se recuperar do Carnaval e pensar em formas de se acabar na Páscoa, o próximo feriado prolongado.
Para os mais ortodoxos, porém, o intuito a quaresma (os quarenta dias entre a quarta-feira de cinzas e o domingo da Ressurreição) é proporcionar um tempo de reflexão sobre a morte e ressurreição de Cristo e as implicações práticas dessas duas realidades para o nosso quotidiano. Suspeito que, em parte, nossa dificuldade em ligar as duas coisas se deve a à falta de hábito (preguiça mental?) de pensar sobre essas questões. Permitimos que os pássaros da inquietação, desesperança, orgulho, impureza, ressentimento, ansiedade e egocentrismo não apenas voem sobre nossa cabeça, mas façam ninho dentro dela e cuidamos para que todos estejam sempre bem alimentados.
Alguns dias atrás, traduzi um comentário curto sobre a Epístola aos Efésios. A certa altura, Paulo fala do tema de sua oração pelos cristãos em Éfeso e do Deus a quem dirige essas orações:
Por esta causa, me ponho de joelhos diante do Pai, de quem toma o nome toda família, tanto no céu como sobre a terra, para que, segundo a riqueza da sua glória, vos conceda que sejais fortalecidos com poder, mediante o seu Espírito no homem interior; e, assim, habite Cristo no vosso coração, pela fé, estando vós arraigados e alicerçados em amor, a fim de poderdes compreender, com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus.
Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós, a ele seja a glória, na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. Amém! (Efésios 3.14-21)
Esta passagem traz vários termos associados à mente: “compreender”, “conhecer”, “entendimento”, “pensamos”. Paulo sabia do papel fundamental dos pensamentos em nossa formação espiritual. Afinal, os pensamentos “determinam a orientação de tudo o que fazemos e despertam os sentimentos que moldam nosso mundo e motivam nossas ações” (Willard). Paulo também sabia, porém, que não podemos transformar sozinhos nosso modo de pensar. Existem vários passos que podemos dar para ocupar nossa mente com pensamentos agradáveis a Deus que resultarão em uma vida equilibrada, segundo os padrões divinos. Não faltam livros a esse respeito (além de Willard, Eugene Peterson, Phillip Yancey, Larry Crabb, Brennan Manning, Michael Horton e vários outros autores tratam de questões ligadas direta ou indiretamente às disciplinas espirituais). MAS, somente Deus “é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos”. Somente Deus. A transformação de nosso ser interior se iniciou por iniciativa dele, tem continuidade diária pelo poder dele e “aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” (Fp 1.6).
Que tal usarmos os trinta dias que faltam para a Páscoa para pensar em formas criativas de sempre ter o Senhor diante de nós?Para essa tarefa, contamos com a ajuda ao Espírito Santo, aquele que nos ensina todas as coisas e nos faz lembrar de tudo que Jesus ensinou (Jo 14.26).
Na jornada rumo a uma compreensão mais profunda da dimensão do amor de Cristo e da obra que Deus está realizando em nossa vida, continuaremos a pensar em prazos, em preço por lauda, em acordo ortográfico, em cheque especial, no que fazer para o jantar, em cursos para melhorar nossa técnica, no final de semana com amigos, na programação da igreja, no dicionário novo que custa uma fortuna, na goteira no meio da sala, no gato afiando as unhas no sofá, na dor nos punhos e nos olhos cansados. Continuaremos a pensar em tudo isso, mas dentro de um novo padrão de referência, o padrão divino revelado mais claramente entre o Natal e a Páscoa.
Recebi nas últimas semanas três artigos muito interessantes da revista Christian History sobre a tradução da Bíblia. Vários dos princípios envolvidos se aplicam à nossa atividade de um modo geral. Ademais, a dedicação desses tradutores de outrora serve de inspiração nos momentos em que o trabalho é cansativo ou pode parecer irrelevante. Quando devolvemos a Deus as competências que ele nos concede, ele se encarrega de fazer nosso esforço dar frutos no tempo e à maneira dele.
O primeiro artigo fala de Cirilo e Metódio e da criação do alfabeto cirílico que possibilitou a tradução do texto bíblico para povos eslavos.
O segundo trata da tradução de Lutero, modelo para futuras traduções vernaculares.
O terceiro descreve os trabalhos de Cameron Townsend e Eugene Nida no preparo de profissionais para traduzir a Bíblia para línguas sem alfabeto escrito, uma tarefa não muito diferente da de Cirilo e Metódio.
Uma amiga e colega tradutora me passou o Q&A abaixo, postado originalmente por Mara Inês Nascimento. Respostas cretinas para perguntas imbecis...
Vocês não têm raiva dessas perguntas? (As respostas são minhas; algumas dei; outras, só pensei, mas deviam estar escritas na minha cara. Não reparem. Meu humor anda péssimo ultimamente.)
- Você é tradutora (com olhar de "coitada dela...")? - Sou. - Nossa! E estudou pra isso? - Não. Na verdade, como nunca gostei de matemática, não passei da 4ª série... - Nossa! E você gosta DISSO? - Não, detesto. Faço porque me odeio. - Trabalha em casa, hein? Que vidão! - É, assim posso encher o saco dos meus filhos o dia inteiro. O objetivo é exatamente este. - Puxa, mas você consegue viver disso? - Não. É que meu marido é rico. - Tradutora de medicina? UAU! Que irado! Então me diz aí, tô com uma dor aqui na barriga que sobe e desce, umas pontadas. Você deve entender disso, né? - Na verdade, não entendo, não. Eu só traduzo, não leio. - Mas você não tem um emprego de verdade? - Não... isso é coisa pra otário. Gosto de trabalhar de camisetão e havaianas e em empresa não dá, né? - Puxa, mas então você tem muito tempo livre, faz seus horários, né? - Ah, é. É ótimo. Dá pra trabalhar, levar um filho ao médico, outro pra vacinar, ir à reunião de pais na escola, cozinhar, lavar e arrumar a casa e depois ir ao curso de francês tudo num dia só. Não é o máximo? - O chato disso deve ser a perda do contato humano, né? - Não, acho ótimo. Odeio gente. - Ah, então dá pra você traduzir o manual do Playstation do meu filho? - Claro, com prazer. São R$ 0,50 por palavra. - Credo! Tão caro assim? - Não! Te passei o preço com desconto porque você é da família, né?
O patchwork de reminiscências abaixo é uma homenagem ao meu pai, Peter Klassen, a quem devo em considerável medida minha paixão pela leitura, escrita e música.
Não era raro encontrá-lo no escritório, cercado de livros e papéis, estudando e preparando aulas e sermões enquanto ouvia música clássica num velho Akai. Sua biblioteca com milhares de volumes em várias línguas não era um santuário intocável, mas um espaço sempre acessível a todos nós. Quantas vezes não empacotamos e desempacotamos aqueles livros todos em nossas muitas mudanças! Conhecia algumas capas de cor mesmo antes de conseguir lê-las.
Aliás, uma de minhas primeiras lembranças claras da infância é de antes dos cinco anos de idade, das tardes que meu pai e eu passávamos brincando com letrinhas multicoloridas de plástico e ele me mostrava como formar palavras. Pouco mais de um ano depois, era ele quem me acordava todas as manhãs, preparava meu café da manhã e me acompanhava até a Elementary School em Portland, onde aprendi a ler, escrever, falar e pensar em inglês.
Recordo-me, ainda, das histórias que ele inventava todas as noites para o meu irmãozinho. Eram relatos emocionantes nos quais amigos fiéis com nomes engraçados corriam o mundo em busca de aventuras. Também estimulava nossa imaginação ouvindo conosco grandes compositores e nos convidando a criar cenas que combinassem com os movimentos das músicas. Como a neve caía suave no Inverno das Quatro Estações de Vivaldi! Como os exércitos marchavam determinados ao som de Wagner! E como era fácil pensar num Deus grandioso ao ouvir os Concertos de Brandenburgh de Bach!
Talvez estejam aí as sementinhas do gosto que meu irmão e eu temos por ocupações criativas...
Igualmente gravados na memória estão alguns dos esboços de sermões que ele me dava para ler antes do domingo, escritos com letras de forma em folhas de papel A4 dobradas ao meio. Eram sermões que falavam de uma teologia muito prática, repletos de metáforas e histórias vívidas que apontavam para um Deus de graça, misericórdia e amor. Houve ocasiões em que meu pai não viveu tudo que pregou. O Deus dos sermões, porém, continuou sendo o mesmo, um Pai perfeito e imutável que cuidou de mim e do meu pai humano em meio às nossas imperfeições.
Aos doze anos, quando desejei dar testemunho público de minha fé, foi papai quem me batizou.
Aos poucos, o mestre da infância tornou-se o companheiro de viagens e passeios da adolescência. Juntos, visitamos aldeias indígenas no interior do Mato Grosso do Sul, tomamos o “trem da morte”, vimos o sol se por no Pantanal e percorremos a pé caminhos poeirentos na Bolívia. Juntos, viajamos pelo norte e oeste do Paraná, parando para comer “queijo quente” em postos à beira da estrada. Juntos, visitamos museus em Chicago, vimos a Pedra de Roseta e caminhamos com dificuldade em parques cobertos de neve em Minneapolis. Juntos, fomos a incontáveis partidas de futebol e jogamos basquete nas quadras do parque do Ibirapuera.
Ciumento, ele espantava qualquer namorado em potencial, mas, quando encontrei minha “alma gêmea”, fez questão de conduzir meu noivo e eu ao fazermos nossos votos de casamento e trocarmos alianças.
E, em novembro passado, quando meu irmão e sua noiva trocaram votos semelhantes, papai estava lá, alegre e orgulhoso. Passou quase todo o tempo conversando conosco e falando de seus planos para os próximos meses. No fim da festa, nos despedimos dele com carinho, sem saber que seria a última vez que o veríamos.
Papai faleceu na noite de 22 de dezembro de 2008.
De lá para cá, o Espírito Santo, o “Tradutor Supremo”, tem traduzido nosso pranto de saudades e expectativas frustradas em orações de gratidão a Deus por tantas boas memórias.
Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa, porque dele vem a minha esperança.
Só ele é a minha rocha, e a minha salvação, e o meu alto refúgio; não serei jamais abalado.
De Deus dependem a minha salvação e a minha glória; estão em Deus a minha forte rocha e o meu refúgio.
Confiai nele, ó povo, em todo tempo; derramai perante ele o vosso coração; Deus é o nosso refúgio.
Repasso, abaixo, as informações que recebi sobre a conferência internacional de interpretação INTERPRETA 2009:
Com grande satisfação, anunciamos a abertura das inscrições para a 2ª Conferência Internacional de Interpretação INTERPRETA2009 que estará sendo realizada na cidade de Mendoza, de 26 a 28 de junho de 2009 no Sheraton Mendoza Hotel.
No link que incluímos, www.interpreta-conference.org, entre outras informações, poderão ver o programa preliminar da conferência, a lista de oradores e seus CVs e fotos, o formulário de inscrição (nesta oportunidade a inscrição será feita exclusivamente on-line), e a tabela de preços da inscrição, de acordo com as datas. O prazo para pagamento do primeiro segmento é 15 de janeiro de 2009.
A Web site estará sendo atualizada constantemente. Posteriormente aparecerá a versão em inglês, os níveis de patrocínio, logotipos de patrocinadores e da clientela, os assuntos definidos dos oradores, os novos oradores confirmados, etc.
Para aqueles que desejarem ler sobre como foi a Interpreta2007, recomendamos clicar encima do ícone da Interpreta 2007 emwww.interpreta-conference.org
Cristo tornou-se um ser humano, e morou aqui na terra entre nós - João 1.14.
No Natal, recordamos que Cristo veio comer e beber, conversar e rir, cantar e dançar conosco. Veio sentir nossas dores e cansaço, tratar das enfermidades do corpo e da alma. Acima de tudo, veio nos dar vida sem fim.
Antes de voltar ao seu lar, ele prometeu: Existem muitas moradas lá onde meu Pai mora, e Eu vou preparar algumas para vocês [...]para que possam estar sempre comigo onde Eu estiver – João 14.3.
Cristo veio morar conosco por algum tempo para que, um dia, possamos morar com ele para sempre.
Em tempos de grande incerteza, temos a oferta de uma habitação permanente. Que possamos aceitá-la de todo coração e nos preparar para o dia em que mudaremos de endereço de uma vez por todas.
Várias pessoas entram no blog à procura de informações sobre o preço por lauda de tradução. Os dados que forneço se referem à minha área específica de atuação (textos sobre teologia, história e espiritualidade para editoras cristãs). Os valores abaixo foram atualizados em 10 de outubro de 2009.
A forma de contagem de laudas varia de uma editora para outra. Em algumas editoras, a lauda corresponde a 1200 toques com espaços.O preço por lauda, nesse caso, fica entre R$ 10,00 e 15,00, dependendo do grau de dificuldade e tamanho do projeto. Trabalhos urgentes e/ou que exigem mais pesquisa podem chegar a R$20,00 a lauda.
Em outras editoras, a lauda corresponde a 250 palavras.O preço por lauda, nesse caso, pode ficar entre $16,00 e 22,00 de acordo com as condições mencionadas acima.
Dependendo do valor por lauda, o método de cálculo não resulta em grandes diferenças.Por exemplo um texto com 11.381 palavras e 68.236 toques com espaços: 11.381 /250 = 45,5 laudas X R$ 19 = R$ 864,50. 68.236 / 1200 = 56,8 laudas X R$ 15 = R$ 852,95.
Os valores acima são, obviamente, apenas uma referência e não uma tabela de preços. É necessário avaliar cada projeto separadamente e negociar dentro das possibilidades da editora e das expectativas do profissional. A maioria das editoras paga à vista mediante a entrega do trabalho e apresentação da nota fiscal.
O texto abaixo, escrito pelo amigo e pastor Rev. Hugo Aníbal Moura, convida a uma reflexão muito apropriada ao nos prepararmos para o dia de Ação de Graças.
Em tudo daí graças
(1ª Tessalonicenses 5.18)
Terminada a 2ª Guerra Mundial (1939-1945) e revelados os horrores dos campos de concentração nazistas, tragicamente simbolizados em Auschwitz-Birkenau, os céticos perguntaram: “Ainda faz sentido falar de Deus depois disso?”. E os cristãos responderam: “Por acaso, pode se deixar de falar de Deus depois disso?”
Com efeito, os horrores da guerra e da violência jamais representam ausência, impotência e/ou inutilidade de Deus. Pelo contrário, os males terríveis que assolam a humanidade desde a Queda são produzidos por uma humanidade apartada de Deus, contra Deus.
De fato, nem Hitler, nem Stalin, nem Idi Amim Dada nunca se apresentaram como vindos da parte de Deus; nem o ódio que eles promoveram representavam a vontade de Deus para a humanidade. Nem sequer mesmo aqueles “protestantes”, membros da Ku Klux Klan e defensores do Apartheid, são de Deus. Afinal, Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor, pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais. (Jr 29.11)
Dessa forma, o que vem do Alto são boas dádivas (Tg 1.17). Portanto, na próxima quinta-feira, 27.11.08, Dia de Ação de Graças, lembre-se de levantar uma prece de agradecimento ao Senhor por tudo o que Ele tem feito de bom na sua vida, e por ter sempre impedido o triunfo do mal. Não fosse o Senhor que esteve ao nosso lado! (Sl 124.1)
Ao mesmo tempo em que representantes de editoras seculares e cristãs brasileiras percorriam os corredores da feira de Frankfurt, ofereciam seus lances nos leilões ou se engalfinhavam nos estandes para adquirir os direitos de tradução de livros estrangeiros, especialmente norte-americanos, a maioria dos representantes das editoras dos EUA nem passava perto de estandes estrangeiros. A diferença de roteiros dentro do pavilhão da feira se deveu a motivos culturais que, obviamente, tem implicações financeiras.
Enquanto no Brasil o público leitor muitas vezes prefere autores estrangeiros, a maioria dos leitores norte-americanos nem os conhece. E, enquanto para muitas editoras daqui é (ou pelo menos costumava ser) financeiramente mais vantajoso produzir um livro traduzido do que garimpar e polir autores nacionais, parte considerável do mercado editorial norte-americano olha para autores estrangeiros com sua habitual desconfiança xenofóbica.
Abaixo, alguns trechos de um artigo do New York Times que trata desse assunto.
Fazendo um parêntese, seria bom nos recordarmos que, infelizmente, na hora das negociações, editoras seculares e cristãs com frequência não apresentam padrões éticos e comportamento muito diferentes. Como diz a velha canção de Steve Taylor, "It's a jungle out there / Used to be a garden / But the times got rough / And now all those innocent hearts have hardened".
Não custa nada nos lembrarmos em nossas orações de todos os colegas cristãos que enfrentam diariamente inúmeros desafios de ordem ética e moral na hora de escolher os livros a serem publicados, negociar a aquisição de direitos de títulos estrangeiros e selecionar autores nacionais. Que Deus os ajude a operar de acordo com um conjunto diferente de valores, segundo padrões que são determinados por Alguém muito mais importante que editoras e agentes literários e muito mais poderoso que as forças do mercado nacional e internacional. Que esse Deus soberano que prometeu suprir todas as nossas necessidades fortaleça, abençoe e recompense quem escolhe viver como verdadeiro discípulo de Cristo não apenas dentro da igreja, mas também entre as quatro paredes do escritório e nos corredores e estandes de uma feira.
It is a commonly held assumption that Americans don’t like to read authors who write in languages they don’t understand. That belief persists here in Frankfurt, where publishers from 100 countries show off a smorgasbord of their best — or at least best-selling — books. [...]
Although there are exceptions among the big publishing houses, the editors from the United States are generally more likely to bid on other hyped American or British titles than to look for new literature in the international halls. [...]
That apparent dearth of literature in translation in the United States was the subject of controversial remarks by Horace Engdahl, the permanent secretary of the Swedish Academy, the organization that awards the Nobel Prize, a week before the prize did not go to an American.
“The U.S. is too isolated, too insular,” Mr. Engdahl said in an interview with The Associated Press. “They don’t translate enough and don’t really participate in the big dialogue of literature.” [...]
Mr. Godine, who has been running his publishing house for 38 years, said he published foreign authors because it gave his tiny press literary credibility. But he said there was also a basic economic reason.
“When you look at how much is paid for a mediocre midlist author” in the United States, he said, “and how much you have to pay to get a world-class author who has been translated into 18 languages, it is ridiculous that more people don’t invest in buying great literature.” Mr. Godine said he had purchased the rights to a foreign book for as little as $2,000. [...]
To help spur more translations, government-sponsored cultural agencies in Europe and elsewhere subsidize — or fully cover — the cost of translating books into English. [...]
“The translation costs are often a deterrent or a reason not to translate a book,” Ms. Ramael said.
Some of the larger American publishers said monolingual editors fear making risky buying decisions based on short translated excerpts.
“It is hard enough to publish a book when you have read the whole thing and know you love it,” said Michael Pietsch, publisher of Little, Brown, as he sat in his company’s booth waiting for his next appointment.
There is also the oft-repeated American maxim that books in translation don’t sell. [...]
American publishers devoted to translating say there is no shortage of gems. On Thursday Mr. Post of Open Letter eagerly plunged into one of the international halls, plucking brochures of translated English excerpts from stands hosted by cultural agencies from Croatia, Latvia, Poland, China and Korea.
Frankfurt, he said, is about renewing contacts with people whose judgment he trusts and who can help him winnow the hundreds of titles he hears about here and elsewhere.
For his part, Mr. Godine said Frankfurt helped him discover, among many others, the Nobel-winning Mr. Le Clézio. “Even a blind squirrel eventually finds a nut,” he said.
Ao contrário do que muita gente pensa, a prática da meditação não tem vínculos apenas com as religiões orientais. A tradição judaico-cristã é extremamente rica nesse sentido, como se pode ver em passagens bíblicas que nos instruem a nos aquietarmos (Êx 14.3; Sl 46.10), nos convidam a meditarmos sobre a Palavra (Js 1.8; Sl 19.14; 27.4; 104.34; 119.97) e dizem o que deve ocupar nossos pensamentos (Fp 4.8). A meditação é uma das disciplinas espirituais que, junto com a oração, a leitura e memorização da Palavra, o jejum, o silêncio e outras práticas, nos ajuda a focalizar o que é importante de fato.
O que meditar tem a ver com traduzir? A ligação entre as duas coisas não é e nem deve ser direta. Meditar no sentido bíblico não vai ajudar ninguém, automaticamente, a traduzir melhor, “mentalizar” novos projetos ou encontrar um happy place quando os prazos estão estourando e as páginas do original parecem procriar enquanto você não está olhando.
Meditar envolve tirar da mente todas as distrações, que hoje em dia não são poucas, e discipliná-la de modo a nos tornarmos atentos e receptivos para aquilo que Deus está dizendo e fazendo em nós e ao nosso redor. É, primeiro, fechar as cinco janelas, com vinte abas cada uma, do nosso browser interior e, depois, deixar que Deus guie nossos pensamentos para uma coisa só. Fácil? De jeito nenhum!
Aquietar-se requer prática, repetição, perseverança e, sobretudo, a intervenção direta do Espírito de Deus agindo em nosso coração. Nós simplesmente nos apresentamos a Deus a cada dia e cumprimos a parte que nos cabe de “limpar a área” para que Deus comece a transformar nossos pensamentos, sentimentos, ações e atitudes.
Ao longo desse processo, descobrimos consequências que, por mais maravilhosas que sejam, nunca devem constituir nosso objetivo central e final. Maior capacidade de concentração, serenidade, disciplina, capacidade de fazer escolhas mais sensatas, uma mente descansada e alerta, boa disposição – o sonho de todo bom tradutor – podem ser alguns dos frutos secundários da meditação. Na verdade, contudo, decorrem de um coração que, por meio da intervenção de Deus e das disciplinas espirituais, aprendeu a centrar-se nas coisas certas.
A meditação é um instrumento que pode, em última análise, nos tornar mais eficientes, competentes e saudáveis. Mas, deixar que Deus transforme nossa vida por meio desse instrumento também pode nos levar a perceber que devemos traduzir menos páginas por dia, assinar menos contratos, negociar o preço das laudas de forma diferente, mudar o modo de nos relacionarmos com editores e clientes.
O desafio é grande e um tanto assustador. O caminho é longo e requer perseverança. Mas é Deus quem controla o processo e nos guia na jornada. Ele também provê pessoas que podem nos ajudar a entender os detalhes dessa caminhada. No momento, estou tentando entender melhor alguns desses detalhes através de livros como Maravilhosa Bíblia (Eugene Peterson), A renovação do coração e A grande omissão (ambos do Dallas Willard). E, alguns dias atrás, recebi um convite que gostaria de repassar aqui. Trata-se de uma vivência de iniciação à meditação. Participei dessa vivência uns três anos atrás e trago comigo até hoje os recursos preciosos que aprendi naquele dia. Valeu a pena e serviu para "abrir o apetite" para novas disciplinas e descobertas.
Iniciação à meditação
Vivência com Margarete de Lourdes Bonuccelli
01 de novembro/08
Do que se trata:Meditar é uma prática reconhecida por proporcionar grande receptividade e elaboração de vivências psíquicas e espirituais profundas. Requer uma atitude de se aquietar, recolher-se intimamente e distanciar-se de ruídos e internos. Muito indicado para homens e mulheres sob estresse, depressão e transtornos afetivos, marcas de nosso tempo veloz e impessoal.
Proposta do encontro: Conscientizar os participantes sobre resiliência psíquica e espiritual. Prover iniciação prática em liturgia pessoal, na arte meditativa e de exercícios espirituais, referenciados na tradição bíblica, como um processo demelhora na qualidade da saúde mental, emocional e física.
A quem se destina :Abertoa quem busca crescimento pessoal e que deseja iniciar processo de revisão de vida e de relacionamentos.
Forma de desenvolvimento: Breves exposições pontuais, trabalhos em pequenos grupos, auto-observação, registros e expressão com materiais, compartilhamento. Será fornecido material sobre o tema e instruções para continuidade individual.
Data : 01 de novembro/08 -Das 08h30 às 18h00(incluso coffee-breaks e almoço).
Será fornecido material sobre o tema e instruções para continuidade.
Local: Lareira São José - Centro Comunitário Passionista São José
Rua Antônio Simplício, nº 05 - Jardim Tremembé CEP: 02354-290 – São Paulo – SP.
Tel. (0**11) 2203-2101
Investimento: R$200,00/pessoa (R$100,00 na inscrição+ R$100,00 na chegada da Vivência).
Inscrição: Ligue para fone 11-5579.5475 ou enderece E-mail para: bonuccelli@bol.com.br solicitando inscrição. Será confirmada mediante crédito no Bradesco, ag. 3450-9, conta poupança1.000.415-2em nome de Margarete Bonuccelli – CPF.056.174.018-66.
Direção: MARGARETE DE LOURDESBONUCCELLI -CRP 06-34346
Psicóloga clínicahá 18 anos em atendimento de crianças, adolescentes e adultos e família
Argilina
Palestrante na área educacional e psicológica – Colégio Humboldt e Colégio Luterano, São Paulo
Coordenadora de vivências meditativas eterapêuticas – (auto-estima e encontro com a alma).
Segue abaixo convite do Ministério da Cultura para o Fórum Nacional de Direito Autoral que será realizado nos dias 27 e 28 de outubro de 2008, no Hotel Othon Palace, no Rio de Janeiro.
A inscrição para o seminário é gratuita e pode ser efetuada pela internet na página www.cultura.gov.br/direito_autoral, ou pelos telefones (61) 3037-6563 e 3037-6564.
A Abrates (Associação Brasileira de Tradutores e Intérpretes) fará uma apresentação no Fórum, em 27/out/08 (2af), na Mesa 03 (16h45min às 19h) cujo tema é: autores de obras literárias e contratos de edição.
Desejamos nos certificar de que a participação da Abrates no Fórum seja representativa dos anseios de tradutores e intérpretes; portanto, para concluir a preparação sobre o assunto, iniciada pelo blog "assinado:tradutores", convidamos os interessados para um encontro virtual em sala gentilmente cedida pelo Aulavox, no dia 14/out/08 (3af), no horário de 15h30min às 16h30min. Encaminhe seu nome e email para abrates@abrates.com.br e enviaremos o link de acesso à sala.
Participe e contribua para o fortalecimento de nossa categoria profissional.
Cordialmente,
Sheyla Barretto de Carvalho - PresidenteAssociação Brasileira de Tradutores e Intérpretes www.abrates.com.br
Além de ser Dia do Tradutor, hoje também é Rosh Hashanah, o Ano Novo dos judeus.
De acordo com as crenças judaicas, a cada Rosh Hashanah Deus reavalia sua criação é decide se ela merece outro ano neste mundo. Todos são julgados pelo Criador com base naquilo que fizeram no ano anterior. Deus registra o julgamento e determina se o próximo ano será de bênção ou disciplina. Apesar de ser escrito no livro de Deus em Rosh Hashanah, esse julgamento só é selado dez dias depois, em Yom Kippur, o Dia da Expiação, daí o costume de usar, nessa época, uma saudação especial: “Que você seja escrito e selado para um bom ano”.
Durante esses dez dias, todos podem refletir sobre como melhorar seu julgamento através de três atos: Arrependimento, Oração e Caridade. O arrependimento implica verdadeiro pesar, remorso pelo passado e um compromisso de mudança para o futuro. A oração fervorosa e os atos de bondade contam pontos positivos e, se realizados com sinceridade, podem levar Deus a fazer um “upgrade” da situação espiritual do indivíduo.
O apóstolo Paulo chama isso de “obras da lei” e diz: “O homem não é justificado por obras da lei, e sim mediante a fé em Cristo Jesus, também temos crido em Cristo Jesus, para que fôssemos justificados pela fé em Cristo e não por obras da lei, pois, por obras da lei, ninguém será justificado” (Gálatas 2.16).
Se você imagina que a idéia de salvação por obras é exclusividade dos judeus, talvez convenha analisar se, de vez em quando, não faz uma coisa aqui e outra ali só para marcar uns pontos no placar celestial...
Além da retrospectiva do ano, um dos elementos característicos da comemoração de Rosh Hashanah é o chofar, um chifre de carneiro que, ao ser soprado, emite vários tipos de som. O toque do chofar nas cerimônias de Rosh Hashanah serve para:
Proclamar que Deus é o Rei do Universo.
Despertar o espírito que anda meio “cochilando”.
Expressar uma súplica profunda da alma humana a Deus.
Diante dos propósitos acima, podemos perguntar:
Estamos vivendo de acordo com a realidade do controle soberano de Deus sobre tudo que acontece em nossa vida e no mundo? Que diferença isso faz para nós?
Será que nosso espírito está acordado para se relacionar com Deus, ou anda meio distraído com uma porção de outras coisas?
Nossa alma suplica (pede com humildade e anseio) para permanecer na presença de Deus? Ele é tudo o que mais queremos?
Outro costume de Ano Novo judeu consiste em mergulhar um pedaço de maçã no mel e dizer antes de comer: “Que o novo ano seja bom e doce”.
Se a pessoa deseja que o ano novo seja bom, por que pedir também que seja doce?
O pedido por um bom ano novo é mais um reconhecimento do que um desejo, pois Deus é bom, tudo o que vem das mãos dele é bom e tudo o que ele faz ou permite que aconteça em nossa vida é bom. “O Senhor é bom para todos, e as suas ternas misericórdias permeiam todas as suas obras” (Salmo 145.9).
Infelizmente, nem sempre nossos olhos são capazes de enxergar essa bondade e, muitas vezes, nosso coração também não quer aceitá-la. Por isso, é costume pedir um ano doce. Quando nos lembramos que Deus está sempre operando para o nosso bem, até as situações mais adversas adquirem certa doçura, pois percebemos o carinho do Pai em meio às dificuldades. Ao aceitarmos o cuidado que Deus manifesta em suas bênçãos e disciplinas, não praticamos o arrependimento, a oração e a caridade por obrigação, mas sim, como resposta de gratidão à doçura do amor divino.
Que você possa receber o perdão oferecido por meio de Jesus Cristo e se lembrar de que, ao fazê-lo, o seu nome estará registrado e selado para passar a eternidade com Deus.
Que o chofar do Espírito Santo desperte o seu espírito para tudo que é verdadeiramente importante.
E que você possa se lembrar da doçura do amor de Deus a cada dia.
Enquanto relia alguns trechos do livro A Teologia do Século 20 (Ed. Cultura Cristã, 2003) e encontrava uma porção de defeitos no meu próprio trabalho de tradução, me deparei com uma passagem sobre Dietrich Bonhoeffer. Nascido em Breslau em 4 de fevereiro de 1906, o pastor e teólogo alemão foi morto no campo de extermínio de Flossenburg na madrugada de 9 de abril de 1945, poucos dias antes de os Aliados libertarem os prisioneiros daquele campo. Sua vida curta foi marcada não apenas pelos trabalhos acadêmicos, mas pelo anseio por ser um verdadeiro discípulo de Cristo em tempos conturbados e pelo envolvimento com a realidade ao seu redor.
Desde muito jovem, Bonhoeffer havia se interessado pela teologia. No final, porém, descobriu que havia sido chamado para outra vocação, aquela de sacrificar sua vida pela fé.
Vários aspectos de seus estudos teológicos continuam sendo relevantes nos dias de hoje. A passagem que me chamou a atenção trata especificamente do definitivo e do temporário:
Bonhoeffer combinou esses dois aspectos do discipulado cristão através do uso inspirado dos conceitos de “disciplina secreta” e seu par, a relação integral entre “definitivo” e “temporário”, sendo a segunda idéia a de mais fácil compreensão.
Para Bonhoeffer, há uma ligação íntima entre a realidade eterna e o mundo presente. Esse relacionamento significa que o cristão deve evitar os erros da completa rejeição ou completa aprovacação do mundo presente (isto é, temporário). Os cristãos devem viver como aqueles que pertencem completamente a este mundo temporário. Ao fazê-lo, entretanto, devem sempre ter em vista que Cristo é o Senhor do mundo e que o agir de Deus se manifesta na vida diária. O definitivo é que dá sentido ao temporário. Portanto, Bonhoeffer chamava os cristãos a se envolverem na vida dentro do mundo com uma visão da realidade definitiva, que é Deus e a intenção de Deus de oferecer justificação ao crente. Desse modo, a vida cristã no mundo torna-se “participação no encontro de Cristo com o mundo”, no sentido de que “em Cristo, a realidade de Deus encontra a realidade do mundo” (pg. 184).
O definitivo é que dá sentido ao temporário.
Que possamos ter essas palavras em mente ao negociar prazos de jobs, assinar contratos, tomar decisões profissionais e pessoais, sair às compras e cuidar dos nossos afazeres diários.
Repasso abaixo alguns avisos que recebi esta semana de colegas tradutores.
Como alguns de vocês provavelmente já sabem, há algum tempo a colega Denise Bottmann (copiada nesta mensagem) lançou o blog "assinado-tradutores" com o objetivo inicial de denunciar fraudes em traduções (publicação de traduções plagiadas). Denise vem conduzindo o assunto com determinação e empenho, e convida os associados da Abrates a apoiar essa iniciativa e outras tantas apresentadas pelo "assinado-tradutores", todas elas favoráveis ao profissional da tradução.
Nos dia 27 e 28 de outubro, o Ministério da Cultura (Minc) realizará o Fórum Nacional do Direito Autoral, no Rio de Janeiro. O Fórum terá seis câmaras setoriais, sendo uma delas sobre tradução. O Minc convidou os representantes do "assinado-tradutores" para participar da Câmara sobre Tradução e Denise nos repassou o convite para integrar o debate. A idéia da Denise é levar uma pauta com as propostas dos tradutores quanto à alterações que desejamos ver na Lei de Direitos Autorais.
Assim, convidamos os associados interessados no tema a encaminhar para a Abrates até 3af, dia 23/set/08, suas sugestões e reflexões, para que possamos alinhar nossos pensamentos e delinear uma pauta de propostas juntamente com o "assinado-tradutores", pauta essa a ser apresentada durante o Fórum Nacional do Direito Autoral.
Sheyla Barretto de Carvalho - Presidente Associação Brasileira de Tradutores e Intérpretes
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Estamos oferecendo duas oportunidades de aperfeiçoamento para que você se destaque no acirrado mercado de traduções:
Todo tradutor é um escritor e deve afiar sua principal ferramenta de trabalho: a redação na língua de chegada. A oficina Ser Escritor será realizada em São Paulo, no dia 27 de setembro, um sábado. O orientador será o Prof. Dr. Gabriel Perissé, autor de mais de uma dezena de livros, Mestre em Literatura Brasileira e Doutor em Educação pela USP. Conheça-o aqui.O valor do investimento é de 159 reais para quem se inscrever até dia 21 de setembro. A partir do dia 22 o valor passará para 198 reais. Aqui você terá todas as informações sobre conteúdo, local, horário e inscrição.
Diante do grande sucesso de sua última edição em julho, estamos reeditando o curso Tradução e Versão de Artigos Científicos em Inglês, agora totalmente dirigido ao profissional de tradução. Será em São Paulo, nos dias 3, 4 e 5 de outubro (noite de sexta, sábado e manhã de domingo). A orientadora é a Profa. Dra. Ana Julia Perroti-Garcia, graduada em Odontologia, Especialista em Tradução pela USP e autora de seis dicionários dirigidos à tradução. Conheça-a aqui. O valor do investimento é de 329 reais para quem se inscrever até dia 28 de setembro. Do dia 29 em diante, as inscrições custarão 390 reais. Aqui você terá todas as informações sobre conteúdo, local, horário e inscrição.
As modalidades de pagamento são várias, incluindo parcelamento em cartão de crédito e cheque. Obtenha informações e faça sua inscrição pelo site www.malkcursos.com.br. Mas se precisar falar conosco, use nosso MSN (malkcursos@hotmail.com). Caso prefira falar por telefone, ligue para (11) 3774-9622 em horário comercial.
Graças a um clipping do Publishnews, finalmente encontrei informações completas sobre o acordo ortográfico que deve entrar em vigor em 2009. A página de educação do IG traz uma seção especial com artigos sobre o assunto e guia com todas as alterações. Enjoy!
Para quem trabalha com versões ou simplesmente deseja melhorar sua comunicação em inglês, algumas dicas da BBC. Para ver a lista completa, clique aqui. O guia de estilo de redação da BBC está disponível em formato pdf e também traz várias informações úteis.
Observe no item 5 que o hábito detestável de usar apóstrofe para formar plurais não é "privilégio" dos brasileiros.
Algum problema de uso do português (gramática, pronúncia, grafia) na comunicação diária incomoda você? Compartilhe! Exemplos clássicos: "Vou pegar ela", "para mim fazer", "da vez passada", "adevogado", "opição", "o soja", "o alface"...
20 examples of grammar misuse
Grammar just ain't what it used to be, it seems. When we explainedthe difference between "fewer" and "less than", following Tesco's policy shift on this matter, readers told us what grammar rules they see being flouted or find confusing. The list was a long one. Here are the best.
1. The one that really annoys me is how people suddenly seem to confuse "have" and "of", as in: "I could of learnt how to write properly." There's no excuse for it! Pete, Sheffield
[...]
4. If you do something to change a situation, then you "effect" a change. If your circumstances are changed by an action, then the change has caused an "effect". You cannot "affect" a change in something, nor can you be "effected" by one. Rob, Lyme Regis
5. I get annoyed at the reckless use of apostrophes, for example, the plural of CD can't be CD's. Shahed Alam, London
6. Many people, including public speakers, incorrectly use "I" instead of "me". For instance, they would say "She said some very kind things about George and I", thinking that they are being polite or grammatically correct. An easy way to remember which to use is: if you would say him or her on its own, use me; if you would say he or she on its own, use I. For example, "She said some very kind things about him". Lorraine, Aylesbury
[...]
8. How about "none of them is" and "none of them are"? Most people would use the latter whereas the former is correct. "None" is short for "not one" therefore "not one (none) of them is" would be used. Most newsreaders still get it right though - on the BBC anyway! Emily, Bristol
NOTE: Fowler's Modern English Usage says that "none" is not short for "not one" and although using a singular verb is more common, using a plural verb has also been an acceptable option since the reign of King Alfred.
9. Similar TO, different FROM, compared WITH. Not "to" used for all of them! Susan, Brisbane, Australia
NOTE: Fowler's Modern English Usage says: "The commonly expressed view that 'different' should only be followed by 'from' and never by 'to' or 'than' is not supportable in the face of past and present evidence or of logic." It adds that "compare to" is to liken and "compare with" or "compare to" is used to point out similarities and differences. The BBC News website style guide differs with Fowler's on this last point. It says that when pointing out differences, "compare with" should always be used.
[...]
11. I find the increasing, incorrect use of "literally" annoying.... "I literally went blue with anger!!" "Really?" I ask. Ned, Wallingford
12. The proper use of "its" and "it's" seems to confound many people, with "its" being a possessive and "it's" being a contraction of "it is". I've seen this mistake made even in some rather lofty publications... Eric, Berlin
13. It annoys me when people use "due to" when they mean "owing to". But then I'm a pedant. Guy, London
NOTE: The BBC News website style guide says "due to" means "caused by" and needs a noun, but "owing to" means "because of" and relates to a verb. Hence, "the visit was cancelled [cancelled is the verb] owing to flooding" is correct. So too is "the flooding [flooding is the noun] was due to weeks of heavy rain".
14. As a secondary teacher, I'm beginning to despair when it comes to "they're", "there" and "their"; not to mention "to", "two" and "too". Why are we so afraid to correct these simple mistakes which make all the difference at a later stage? Alexandra, London
15. There is also confusion over lend and borrow. I keep hearing school children asking "to lend your pencil" when what they actually mean is to "borrow" the pencil. Ian Walton, Bedford
[...]
17. I don't like it when people say: I can go there "by foot" instead of "on foot"....the right preposition to use is ON. Daniela, Urbana, IL
18. The usage that I find particularly irritating is that of a single noun with a plural verb, for example: "the team are happy with their victory", or "management have congratulated the workforce on the recent increase in productivity". Team is a singular noun so it should read "the team IS happy..." or "the team members ARE happy", the same applies "management HAS congratulated..." Also, what has happened to the word "versus", abbreviated "vs"? Now all we see is "v"; it is even read like that in sports announcements. Lucia, Horndean, UK
NOTE: The BBC News website's style is that sports teams and pop/rock bands are always plural.
19. A classic confusing rule is the one that states that one is supposed never to end a sentence with a preposition. While this is easy and appropriate to follow in most cases, for example by saying "Yesterday I visited the town to which she has just moved" instead of "...the town she has just moved to", it becomes troublesome when the verb structure includes a preposition that cannot be removed from it, as in "At work I am using a new computer with which my manager recently set me up", which cannot correctly be changed to "...I am using a new computer up with which my manager recently set me". Philip Graves, Stockholm, Sweden
20. Stadiums, as a plural of stadium, rather than stadia. C. Matthews, Birmingham, UK
NOTE: Fowler's says that when dealing with modern sports grounds, rather than ones from the classical world, the plural is "stadiums".
Estou lendo em doses homeopáticas o livro Maravilhosa Bíblia (São Paulo: Ed. Mundo Cristão, 2008) de Eugene Peterson, tradução de Neyd Siqueira.
Comecei pela Parte II sobre Lectio Divina, uma prática a ser resgatada e da qual Peterson trata de modo bastante proveitoso.
A Parte III – “A companhia dos tradutores”, de grande interesse para nossa área, fala das traduções da Bíblia e do papel do tradutor em sua compreensão.
Há quem imagine que a tradução dos textos bíblicos é trabalho do passado remoto, encerrado com a Bíblia King James ou a versão de João Ferreira de Almeida. Mas é preciso lembrar que ainda há muitos tradutores labutando para captar com precisão as várias nuanças da Palavra em suas línguas originais e transmiti-las a nós em linguagem viva e acessível. Alguns desses tradutores, como o próprio Eugene Peterson (Bíblia The Message), têm renome internacional; outros trabalham no quase anonimato em várias partes do mundo, inclusive em solo brasileiro.
Quer sejamos ligados à área editorial ou não, é nosso privilégio como cristãos orar por esses tradutores e apoiá-los de acordo com nossas oportunidades e possibilidades.
Afinal, nas palavras do filósofo e teólogo Franz Rosenzweig: “Cada tradução é um ato messiânico que torna a redenção mais próxima”.
Abaixo, alguns trechos da terceira parte, capítulo 8 - “Os secretários de Deus”:
A grande maioria dos homens e mulheres que ouviram e/ou leram a Palavra de Deus, como revelada nas Escrituras e proclamada, o fez com a ajuda de uma vasta companhia de tradutores. Se não fosse pelo trabalho desses tradutores, a maioria deles anônima, haveria pouca leitura e menor probabilidade de se ouvir a Palavra de Deus. A Bíblia é o livro mais traduzido do mundo. […]
A tradução das Escrituras tornou-se necessária centenas de anos antes dos dias de Jesus. O mesmo aconteceu com a igreja primitiva, quando a sua língua original, o hebraico, foi gradualmente substituída na vida diária do povo de Deus, primeiro pelo aramaico, depois pelo grego.
Tradução para o aramaico
A tradução para o aramaico desempenhou um papel decisivo nos anos que se seguiram à volta de Israel do exílio babilônico, no século IV a.C. Em 583 a.C., o líder persa Ciro, que tinha idéias liberais, livrou Israel de seus anos de exílio, permitindo que o povo voltasse à terra natal, na Palestina. O aramaico era a língua oficial do império perda […] os idiomas que incluíam o hebraico de Israel foram postos de lado pelo aramaico, a língua oficial do governo e do comércio. […]
Temos um vislumbre do início desse processo de transformação do hebraico para o aramaico na história de Esdras e Neemias. […] [que] haviam viajado das regiões orientais do império persa para Jerusalém a fim de encorajar os desmoralizados judeus, que haviam retornado do exílio na Babilônia. […]
Esdras levou consigo uma cópia da Lei de Moisés escrita em hebraico original. […]
Havia, porém, um problema. O povo, que perdera o contato com o próprio passado, também se distanciara de sua língua, o hebraico; embora a maioria deles certamente a compreendesse, não era mais a língua materna. […] As pessoas tinham sido criadas falando aramaico. […]
Aparentemente, o grande empreendimento de recuperação da identidade almejado por Esdras exigia a ajuda de intérpretes. Por sorte, os levitas, a classe sacerdotal responsável por manter contato com suas raízes mosaicas, continuaram bons conhecedores do hebraico. Assim, enquanto Esdras lia o rolo escrito em hebraico, treze levitas colocados estrategicamente no meio da congregação reunida, ficavam “interpretando-o e explicando-o, a fim de que o povo entendesse o que estava sendo lido” (Ne 8:8).
“Explicando-o” não era, provavelmente, uma tradução no sentido estrito do termo, mas uma ajuda ao povo, ao explicar e interpretar o que Esdras lia naquele texto longo, negligenciado e, agora, pouco familiar. […] foi uma iniciativa que fez mais do que simplesmente fornecer termos equivalentes às palavras lidas naquele dia. O trabalho de tradução interpretativa dos levitas envolveu a vida, o coração e a alma, e não apenas a mente do povo: a princípio, as pessoas choraram e depois se regozijaram, “pois agora compreendiam as palavras que lhes foram explicadas” (Ne 8.9-12). Esse é o resultado pretendido pela verdadeira tradução: provocar o tipo de compreensão que envolve a pessoa inteira em lágrimas e riso, coração e alma, naquilo que é escrito e é dito.
Semana passada, li um texto de tema controverso mas de implicações muito práticas: Cristãos que procuram dar seu testemunho de forma indireta. Há quem acredite que vale tudo: adesivo nos cadernos, capacete, bicicleta, carro (p.ex.: “Em caso de arrebatamento, este veículo ficará desgovernado” ou “Rastreado pelo Espírito Santo”), "camiseta confessional", Bíblia tamanho família debaixo do braço, mesa do escritório que mais parece um formigueiro de tanta parafernália do Smilingüido, capacho “Jesus Te Ama” na porta do apê, e por aí afora.
Mas será que desfilar feito um carro alegórico da “Unidos da Vila Gospel” corresponde ao exemplo bíblico de testemunho? A autora questiona de maneira bastante apropriada qual é a motivação por trás desses gestos e conduz a uma reflexão saudável sobre o modo como compartilhamos (ou deixamos de compartilhar) nossa fé. Incluí trechos do artigo no final do post, mas vale a pena ler o texto completo e, especialmente, os comentários dos leitores.
E nós com isso?
O tradutor cristão que trabalha com clientes “seculares” (essa divisão é conversa para outro dia) pode se perguntar quais são as maneiras apropriadas de falar de Cristo nesse contexto. Não sei como é com você, mas no meu contato com editoras não-cristãs, tenho pouquíssimas oportunidades de falar de questões de fé. De acordo com algumas linhas de evangelismo, precisamos criar oportunidades. Como fazer isso, porém, quando conversamos três ou quatro vezes por e-mail com um cliente e depois nunca mais falamos com ele? Ainda estou tentando descobrir a resposta.
“O ser humano é pecador e não pode salvar-se a si mesmo. A vida eterna é um presente que Deus nos dá porque Jesus morreu na cruz por nossos pecados e nos proporciona gratuitamente um lugar no céu. Precisamos aceitar esses fatos pela fé, confiando em Jesus Cristo para a vida eterna”.
Eis a mensagem mais preciosa e importante que podemos transmitir a alguém. Leva pouco mais de 10 segundos para dizer as palavras, mas não é tão simples assim… Ou será que é?
Enquanto não chego a uma conclusão (sugestões são bem-vindas), procuro compartilhar minha fé com as pessoas que tenho menos contato das seguintes formas: 1. Por meio deste blog. 2. Cartões de Páscoa, Natal, Ano Novo, etc (de preferência, acompanhados de cookies ou brownies). 3. PRINCIPALMENTE, pedindo que Deus me ajude a viver a mensagem de 10 segundos ao longo das horas do dia: práticas honestas, cumprimento de prazos, preços justos, e por aí afora.
Como você compartilha sua fé no local de trabalho?
Secondhand Faith by Holly Vicente Robaina We can’t expect T-shirts, jewelry, and bumper stickers to do all the work. [...] I've often wondered why some Christians wear "Jesus" T-shirts and cross necklaces. I'm not sure what people hope to convey with bumper stickers reading, "In case of rapture, this car will be unmanned." I suspect many believers think their T-shirts and the like will attract non-believers to Jesus. I've heard Christians refer to their inspirational paraphernalia as "conversation starters" for the purpose of evangelism. But do these things actually serve as icebreakers for real conversation? Or do they just make us feel we've witnessed, without ever saying a word? This "secondhand evangelism" doesn't seem very effective. [...] T-shirts and other Christian paraphernalia may have a similar effect: repelling rather than inviting. We've all probably seen the "Darwin" version of the Christian ichthus (the fish symbol), or the bumper sticker reading, "In case of rapture, can I have your car?" The existence of antisymbols and slogans proves many people find Christian paraphernalia offensive. Certainly, we're not wrong to represent faith through our possessions. But we too often let symbols serve as the sole representation of our faith. When our next-door neighbors think about us, they should see us as the ones who say "Hello" every day. The ones who bring a plate of cookies at Christmas. The ones who volunteer to baby-sit or pick up their mail when they're on vacation. We shouldn't simply be the adjacent house's inhabitants who have a fish sticker on our minivan. Our desire to display Christian paraphernalia may come from a good place. We want people to see what God's done in our lives. We want others to experience the difference Jesus can make in theirs. But we need to do more than just wear our faith on our sleeves, around our necks, or on our bumpers. We need to make ourselves available for real conversations, and pray God uses our lives and words to speak to others. […]
1) If you wear or display Christian paraphernalia, what are your reasons for doing so? 2) Do your actions back up your symbolic statement? 3) Is your witness limited to these displays, or are you having real conversations about your faith? How well do friends, co-workers, and neighbors who aren't Christians know you personally, and how well do you know them?
It's also important for Christians to consider how their bumper stickers/t-shirts/etcetera are perceived. In my opinion, there are some slogans that are clearly offensive, damaging, and not God-honoring (e.g. "Turn or Burn"). Again, we need to consider our actions. Are we acting in love? Or are we displaying Christian words and symbols out of pride, to incite, or to express superiority to non-believers? Even if we're not wearing a "Jesus" t-shirt, we must continually ask ourselves: Do our words and actions reflect our faith in God? Are we "prepared to give an answer to everyone who asks you to give the reason for the hope that you have" and doing this "with gentleness and respect" (1 Peter 3:15, emphasis mine)? These are very important questions for every Christian to consider.
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Abaixo, alguns artigos que li esta semana e links que talvez sejam de seu interesse.
Notícia curta, sobre lançamento da Knol, enciclopédia online da Google que, supostamente, não quer concorrer com a Wikipedia, mas sim complementá-la. Uma busca pelo termo "translation" retornou cinco itens. Ao que parece, ainda vai demorar algum tempo para se tornar uma ferramenta útil para nossa área. Alguém se dispõe a escrever um "knol" (como são chamados os artigos)? Uma vez que todo knol deve ser assinado, e não anônimo como os verbetes da Wikipedia, para alguns profissionais pode ser um meio de divulgação...
Um tanto off-topic (será?), mas não necessariamente menos relevante, é o artigo do New York Times sobre o impacto causado pelas mulheres que escrevem blogs: Blogging's Glass Ceiling.
Recebi um e-mail esta semana com a divulgação de um site chamado Guia de Autônomos onde prestadores de serviço podem anunciar gratuitamente. Procurei "Tradutor" na janela de Busca Rápida e encontrei mais de 30 cadastrados, divididos por Estado.
Ontem, 25 de julho, foi o Dia Nacional do Escritor. Seria impreciso dizer que ontem "comemorou-se" o Dia Nacional do Escritor, pois a data é praticamente desconhecida, como observa Henrique Araújo em seu artigo sobre o assunto para o jornal O Povo.
Há quem diga que tradutores (e editores, revisores, bloggers, etc. e tal) são escritores frustrados. A meu ver, porém, aquele que traduz e aquele que escreve cumprem papéis um tanto diferentes, porém intimamente relacionados. É verdade que quem traduz não precisa gerar a idéia ex nihilo, mas "apenas" passá-la para outra língua. Não começa olhando para uma página vazia do Word com o cursor piscando. Parte de um texto pronto e trabalha com os conceitos que o autor resolveu desenvolver. O processo pode ser relativamente simples e direto quando os textos em questão são de cunho técnico ou acadêmico. As boas traduções literárias, contudo, envolvem uma dose considerável de um talento que não é exatamente igual ao do escritor. Ou será que o talento é o mesmo, porém desenvolvido de forma diferente? Não é dificíl encontrar textos sobre o tradutor literário como escritor. Veja, por exemplo, este artigo do site Literary Translation.
O tema é interessante e, quem sabe, pode ser discutido em posts futuros. Minha intenção hoje, porém, é homenagear os tradutores que também são escritores. Não estou falando de escritores famosos que são convidados a traduzir grandes obras. Refiro-me a quem, como eu, ganha a vida traduzido com muita satisfação, mas, de vez em quando, resolve deixar o lado escritor "sair do armário" e cria seus próprios textos.
Não sei como acontece com outros, mas, para mim, a convivência com o alter-ego escritor é ligeiramente conflitante. Uma parte sonhadora suspira: Ah, como seria bom ter mais tempo e disciplina para escrever. Como seria gratificante ver um texto nosso publicado e interagir com os leitores. A outra parte, sempre muito sensata e prática, declara: Temos prazos a cumprir e contas a pagar. Não precisamos de mais complicações na vida. Os contratos de tradução são garantidos. Escrever é extremamente arriscado. Exige horas de trabalho árduo que talvez nunca seja reconhecido nem remunerado. Cada um precisa analisar sua própria situação e pedir orientação de Deus. Gostaria, porém, de incentivar os tradutores que têm um lado escritor no armário a refletirem sobre algumas questões:
Posso abrir mão de algumas horas de trabalho remunerado sem comprometer os elementos mais básicos de meu orçamento e usá-las para escrever?
Tenho medo de desperdiçar tempo e esforço em algo que talvez não tenha o resultado que eu espero?
Qual é a pior coisa que pode acontecer se eu resolver trabalhar em meus próprios textos algumas horas por semana ou por mês?
Se você acredita que Deus lhe deu um talento específico - seja como tradutor, escritor, educador, músico, whatever - peça disciplina e coragem para usar essa dádiva. O talento vem de Deus, mas a responsabilidade de desenvolvê-lo é nossa e exige trabalho árduo. Por vezes, teremos de reavaliar nossas prioridades e tomar decisões um tanto assustadoras. Teremos de confiar no cuidado e provisão diária de Deus e nos expor a críticas e fracassos. Por outro lado, poderemos colher os frutos que Deus tem reservado para nós e vê-lo abençoar outros por meio do talento que nos deu.
O artigo abaixo, do Jornal The New York Times é um lembrete divertido da importância, entre outras coisas, do estudo cuidadoso da tradução de títulos de obras estrangeiras. Convém ressaltar que, muitas vezes, a escolha do título não cabe ao tradutor da obra, mas ao departamento editorial, ou mesmo à equipe de marketing da editora. Não é raro o departamento editorial de algumas editoras pedir sugestões de títulos ao tradutor e, depois, lançar o livro com um nome completamente diferente, o que nem sempre é má idéia, pois muitos tradutores podem ser ótimos para trabalhar com o texto, mas não para vendê-lo ao leitor.
Transloosely Literated
By HENRY ALFORD
Published: July 6, 2008
A book’s journey from one language into another can be perilous. The Russian title for J. D. Salinger’s classic tale of adolescence translates as “Above the Precipice in the Rye.” A clerk in a Yokohama bookshop once told John Steinbeck’s wife that yes, he had a copy of Steinbeck’s “Angry Raisins.” Has this bumpy road gotten any smoother in recent years? Let the following quiz be your guide.
1. One Italian translation of Roddy Doyle’s novel “Paddy Clarke Ha Ha Ha” is titled:
a) “Paddy Clarke Ho Ho Ho” b) “Paddy Clarke Heh Heh Heh” c) “Paddy Clarke Ah Ah Ah!” d) “Paddy Clarke, Krakatoa del Laughter”
2. The Brazilian title of Curtis Sittenfeld’s novel “Prep” translates as:
a) “Bean Hulling” b) “Thong Club” c) “Pre-surgery Shaving” d) “Foreplay”
3. James Finn Garner dedicated his best seller “Politically Correct Bedtime Stories” to his wife, Lies (pronounced “lease”), which is the Dutch equivalent of Elizabeth. In the Norwegian edition, the book’s dedication reads:
a) “This book is dedicated to Untruths, for everything” b) “For Dissembling, my everything” c) “For Rental Unit, my north star” d) “Lies Flat, I can’t live without you”
4. Mary Morris was told that in German, the name of her memoir about traveling in Mexico, “Nothing to Declare,” implied authority and hence fascism. So the book was retitled:
a) “Machos und Tortillas” b) “Caballeros und Tamales” c) “Mädchen in Mexiko” d) “Völlig Ungebunden und Frei und Ungebunden” (“Footloose and Fancy Free”)
5. “Eetlust” is:
a) The German title of Elizabeth Gilbert’s memoir, “Eat, Pray, Love” b) The Afrikaans title of Jhumpa Lahiri’s short story “Sexy” c) The Dutch title for the Food Network star Jacqui Malouf’s cookbook and romance guide, “Booty Food” d) The Swedish nickname for H. P. Lovecraft
6. “Teerbaby” is:
a) The German title of Toni Morrison’s novel “Tar Baby” b) The Dutch novelization of the John Waters film “Cry-Baby” c) The Afrikaans title of “Why Is My Baby Crying? The 7-Minute Program for Soothing the Fussy Baby” d) A Belgian doll that weeps when touched
7. In 1987, Elinor Lipman received a letter from the Japanese translator of her story collection, “Into Love and Out Again.” “Dear Mr. Alinor Lipman,” the letter began, “Some questions come out.” They included “Page 39: What is B-school?”; “Page 93: What is health plan?”; and “Page 151: ‘Sabie Hawkins’: Is it a name of a dancehall?” What strange fate had befallen Mr. Alinor Lipman?
a) The letter had been typed by the translator’s assistant b) The translator had written the letter in Japanese, then had it translated c) The translator was less talented than she might have been d) The letter was a prank being played on “Alinor” by Lipman’s friend, Meg Wolitzer
8. In the Brazilian edition of Jacquelyn Mitchard’s novel “The Deep End of the Ocean,” the passage “Beth truly wanted to be mad. A few bricks shy of a load. A few ants short of a picnic” was translated as:
a) “Beth felt like a drunk who couldn’t get served a drink.” b) “Beth felt like an ant who hadn’t been invited to the picnic.” c) “Beth felt like a brick that had been pulled from a wall.” d) “Beth felt like a picnic. A big, crazy picnic.”
9. Puzzled by the word “Daddums,” the Dutch translator of David Shields’s novel “Dead Languages” asked Shields if it meant:
a) “Small pieces of data” b) “A Dads Against Drunk Driving member” c) “Molten fool” d) “Webbed toes”
10. One translator told Sam Lipsyte that the Italian edition of his satirical novel “Home Land” would be worthless because the translator working on the book was using:
a) No punctuation b) A 19th-century dictionary c) Paduan slang d) Heroin
11. In the Italian edition of Dan Wakefield’s novel “Going All the Way,” the main character, a football and basketball star named Gunner, is renamed:
a) Cannonero b) Pistolo c) Bombadero d) Signor Sportpants
12. “Terre des Mecs” (“Land of the Guys”) is the French translation for:
a) Armistead Maupin’s novel “Tales of the City” b) A nickname for Jamaica in Terry McMillan’s novel “How Stella Got Her Groove Back” c) A David Leavitt character’s phonetic reference to Long Island as “the Guyland” (as in “lonGUYland”) d) A nickname for the bottom shelf of “Sex and the City” author Candace Bushnell’s medicine cabinet
13. In his 1999 English version of Giovanni Verga’s “Cavalleria Rusticana and Other Stories,” G. H. McWilliam translates a passage in which a character moves his possessions into his father’s house by saying that he:
a) “Shifted in his movables” b) “Distributed his transferables” c) “Decanted his necessaries” d) “Reconfigured his what-have-you’s”
14. In a speech at a science fiction festival in Chengdu, China, last year, Neil Gaiman referred to his novel “American Gods” as being “about old gods in America.” The audience erupted into shouts when the interpreter translated Gaiman’s reference as:
a) “ ‘American Goods,’ about old goods in America” b) “ ‘American Dogs,’ about old dogs in America” c) “ ‘American Cods,’ about old cods in America” d) “ ‘American Gauze,’ about old gauze in America”
15. In the Chinese edition of “The Know-It-All,” A. J. Jacobs, an editor at Esquire, received what may be the ultimate bad translation. The photo and biography on the book’s back pay tribute to:
a) “A. J. Jabobs, editor at Esquirry magazine” b) “J. J. Aacobs, writer of male articles” c) The book’s translator, Tianfan Jiang d) Mr. Alinor Lipman
1. Aprimorar a qualidade dos serviços prestados por tradutores cristãos.
Entendemos que, acima de tudo, é Deus quem nos capacita para nossas tarefas. No entanto, cabe a cada um buscar a excelência em sua missão através dos recursos que Deus proporciona. Prestar serviços para editoras que visam propagar o evangelho e promover o crescimento na fé torna essa busca pela excelência ainda mais relevante.
2. Criar um ambiente que proporcione encorajamento e crescimento espiritual, pessoal e profissional para os tradutores cristãos.
O tradutor precisa viver no centro de sua cultura para entendê-la e interagir com ela adequadamente. Ao mesmo tempo, precisa viver à margem desta para conhecer e interagir com outras culturas e fazer o papel de “ponte”.
Sua função requer estrutura:
a. espiritual - consciência da sua dependência de Deus, conhecimento e prática da Palavra;
b. pessoal- disciplina, capacidade de trabalhar em certo isolamento; e
c. profissional - conhecimento e prática do seu ofício e ferramentas.
3. Promover a interatividade entre os tradutores cristãos.
Apesar de apresentar vários aspectos de natureza individual, a tradução tem sofrido a influência prejudicial da mentalidade individualista e excessivamente competitiva de nossa época. O contato com outros profissionais de mesma ocupação e do âmbito editorial como um todo pode gerar oportunidades de aprendizado, sociabilização e trabalho conjunto.